sexta-feira, dezembro 19, 2008

A Brief Lowryan Chronology

1909

Clarence Malcolm Lowry born on 28 July in Cheshire, England.

1911

The Lowry family moves to Caldy, Wirral, Cheshire.

1915-23

Lowry attends Braeside School and Caldicote School.

1923-27

Attends the Leys School, Cambridge.

1927

May-October: Lowry sails to the Far East as a cabin boy/deck hand aboard the S.S. Pyrrhus.

1929

April-September: in Cambridge, Massachusetts. Lowry studies under American poet and novelist Conrad Aiken. October: enters St. Catherine's College, Cambridge University, England.

1930

Travels to Norway to meet novelist Nordahl Grieg.

1932

Graduates from Cambridge with a B.A. in English.

1933

Jonathan Cape publishes Lowry's first novel Ultramarine.

1934

Lowry marries his first wife, Jan Gabrial, in Paris.

1935

Lowry spends ten days in psychiatric wing of Bellevue Hospital, New York. Begins writing an early version of Lunar Caustic.

1936

November: in Cuernavaca, Mexico with Jan. Begins writing Under the Volcano.

1937

Conrad Aiken visits Lowry in Guernavaca. Jan Gabrial leaves Lowry.

1938

Lowry goes to Los Angeles where he begins working on the second draft of Under the Volcano.

1939

Meets Margerie Bonner on July 7; goes to Vancouver, British Columbia, Canada where he is joined by Margerie. Begins third draft of Under the Volcano.

1940

August: Lowry and Margerie move to a squatter's shack in Dollarton near Vancouver. His divorce from Jan is finalized and hemarries Margerie on 2 December.

1941

Working on fourth draft of Under the Volcano.

1944

Lowry's shack burns down. He and Margerie go to Niagra-on-the-Lake, Ontario to stay with Gerald Noxon where he completes the fourth draft of Under the Volcano on Christmas Eve.

1945

In February Lowry returns to Dollarton and rebuilds shack. Travels to Mexico with Margerie in November.

1946

Under the Volcano is accepted for publication by Reynal & Hitchcock in New York and Jonathan Cape in London. Lowry is deported from Mexico and returns to Dollarton. He later travels to New York via New Orleans and Haiti.

1947

Under the Volcano published in New York on 19 February and in London on 1 September.

1948

Returns to Vancouver. Sails to Europe via the Panama Canal.

1949

Lowry returns to Dollarton where he works on the stories in Hear Us O Lord from Heaven Thy Dwelling Place and other writing.

1950-54

Working on October Ferry to Gabriola, Dark as the Grave Wherein My Friend is Laid and other stories and poems.

1954

Final departure from Dollarton for New York and Italy.

1955

Arrives in England and moves to the village of Ripe in Sussex.

1957

Malcolm Lowry dies in Ripe on June 27th.

Malcolm Lowry

Malcolm Lowry publicou em vida dois livros. Um deles é uma obra-prima do século XX, "Debaixo do Vulcão" parece "cem foguetes a rebentarem ao mesmo tempo", como definiu o próprio.

Ele haveria de ter apreciado a escolha das palavras que constam da sua certidão de óbito: "Death by misadventure" ("morte por desventura"), escreveu o médico que o autopsiou naquele fim de Junho de 1957. A "desventura" era a tradução literária, por assim dizer, disto: um cocktail de barbitúricos (50 comprimidos para dormir, contam biógrafos, pertencentes à sua segunda mulher, Margerie Bonner) e álcool.

Malcolm Lowry tinha apenas 47 anos e dois livros publicados, "Ultramarina" e "Debaixo do Vulcão". Tudo o resto (romances, poemas e novelística) pertence ao rol de títulos que a História da Literatura carimba como livros póstumos.

No dia em que foi encontrado morto, a 27 de Junho, teve uma violenta discussão com Margerie. Depois, ouviu "A Sagração da Primavera", de Stravinsky (o volume no máximo, as paredes a estremecerem e ele agarrado a uma ou duas garrafas e a um frasco de comprimidos). É quase inevitável imaginá-lo agonizando sob o efeito desta mistura e não surgir a imagem do índio que, no "Vulcão", jaz moribundo na berma de uma estrada poeirenta.

Lowry não foi enterrado em Birkenhead (Cheschire), onde nasceu a 28 de Julho de 1909, mas em Ripe, perto de Brighton, num túmulo que não ostenta o epitáfio que já havia escrito para a sua lápide: "Aqui jaz Malcolm Lowry/ Perdido e achado em Bowery./ Na prosa, se às vezes floria/ Outras até deprimia./ Passava a noite a viver,/ O dia inteiro a beber,/ E ao morrer estava de pé/ A tocar ukulelé" (tradução de Aníbal Fernandes). No seu lúcido poema-epitáfio, ele não poderia ter sido mais confessional, descontruíndo a sombra negra que muitos insistiam em ver nas suas obras, na sua vida e nele próprio. "Parvoíces", disse um dia o poeta norte-americano Conrad Aiken, seu mentor e amigo de longa data. "Toda a sua vida foi uma brincadeira pegada: nunca houve um bufão shakespeareano tão jovial", afirmou, já depois da morte de Lowry, cansado que estava de ler artigos sobre o alegado sofrimento incomensurável do seu amigo.

A verdade é que Lowry também contribuiu para o mundo de enigmas e espantos que cresceram em seu torno. Colocando de lado o álcool (a iniciação fez-se durante uma viagem, a bordo do Pyrrhus, e o mergulho do então jovem Lowry na bebida já não teve retorno) há histórias sobre a sua infância que parecem uma descida aos infernos. Ele próprio contou que foi torturado e sofreu várias tentativas de assassinato quando era criança as amas eram os seus carrascos. Uma vergastou-lhe os órgãos genitais, outra tentou afogá-lo num barril de água (foi salvo pelo jardineiro), outra ainda obrigou-o a conduzir o seu carrinho junto a um precipício e (nunca desistindo) uma outra ama-carrasco quis asfixiá-lo com uma manta. Uff... Haveria aqui matéria de sobra para (psic)analisar (agora com os traumas de infância no horizonte) alguns actos de Lowry. Isto se não soubéssemos que ele próprio repetia vezes sem conta para não o levarem demasiado a sério.

11 anos, 4 versões e muito mescal

Quando Lowry, acompanhado por Aiken, passou uma breve estadia em Lisboa, em 1933, faltavam apenas três anos para ele aportar num outro país, mais exuberante, festivo e trágico, capaz de inebriar um inglês devotado à beleza: o México.

Ele e Jan Gabriel, a americana que conhecera no Sul de Espanha e com quem casara em Paris, chegam a Acapulco no Dia dos Mortos de 1936. Os rituais de 1 e 2 de Novembro deixam o escritor extasiado e logo o fascinam os ambientes carregados de fumo e de odor adocicado das cantinas. Não tardou para experimentar a tequilha e o mescal, quando já estava instalado numa casa alugada em Cuernavaca, cidade com pouco mais de oito mil habitantes.

Rapidamente o México ("o lugar ideal para situar o combate de um ser humano entre os poderes das trevas e da luz", definiu) irrompe na sua imaginação e a ideia de escrever um romance cuja acção teria lugar naquele país ganha alento a cada dia que passa as pessoas que vai conhecendo reservam agora um espaço na história que ele esboça mentalmente. Começa a escrever o "Vulcão" ainda nesse ano, o primeiro de longos anos de horror. Amigos seus combatem na Guerra Civil espanhola, o nazismo eclode e o mundo está prestes a ser engolido pela guerra.

Lowry sabe que "Debaixo do Vulcão" pode ser a sua criação mais ambiciosa e, por isso, aposta tudo nela e defende-a com unhas e dentes (resistirá, uma década depois, às investidas dos editores que lhe pedem para fazer alterações na narrativa).

A crença vale-lhe o divórcio de Jan, que o abandona no México em meados de 1937. A crença e as bebedeiras, claro. Por vezes, e perante a ira de Jan, justificava a ida às cantinas com propósitos literários. Quando ela já dormia, escapulia-se para o jardim da casa, onde escrevia até amanhecer, acompanhado por uma garrafa que ali escondia (acto que também atribuiu ao protagonista do "Vulcão", o Cônsul Geoffrey Firmin, uma das personagens mais marcantes da literatura do século XX).

Sozinho, Lowry viaja pelo país e escreve, reescreve, corta e altera vício que manteve até ao fim da vida, pelo que se entende por que é que a maior parte da sua bibliografia é póstuma. Faltavam onze anos até à edição do livro e pelo meio Lowry escreveu quatro versões perdeu uma num incêndio e outra durante uma monumental bebedeira.

Em 1938, Lowry viaja para Los Angeles com o manuscrito na bagagem. Até 1947 o tempo corre veloz: vive em Vancouver; casa-se com Margerie Bonner; muda-se para Dollarton; envia a terceira versão do livro para o seu agente, Harold Matson; não se resigna quando o "Vulcão" é rejeitado por 12 editoras; recomeça a trabalhar numa quarta versão e envia-a de novo para Matson; e regressa ao México no último ano da II Guerra Mundial. A obsessão pelo livro transparece até nos poemas que escreve ao longo desses anos. "There was an old Cônsul called Firmin/Who alas was infested with vermin/But for this man obscene/Was prepared a ravine/To spend all the rest of his term in", poema datado de 1942.

Em Junho de 1945 (a ceifa da guerra ainda não terminara, faltando a estocada final das bombas atómicas detonadas sobre o Japão), Lowry dá por concluído o livro. Não admite mais uma alteração, diz a Matson. E fica por Cuernavaca até à Primavera de 1946, apesar de escrever aos amigos que julga estar a ser perseguido por gente que vê nele um espião.

Numa carta enviada a Jonathan Cape, editor londrino, confessa que a sua intenção quando iniciou a escrita do "Vulcão" era conceber uma trilogia, intitulada "The Voyage that never ends": começava com o "Vulcão", prosseguia com "Lunar Caustic" e terminava com "In Ballast to the white sea" (perdido para sempre num incêndio).

A resposta de Cape é o anúncio da futura edição do livro. No mesmo dia, Lowry recebe também uma carta da Reynal & Hitchcock, de Nova Iorque, com a mesma notícia. Abandona o México e, depois de uma passagem por Dollarton, viaja para Nova Iorque para o lançamento do livro, em 1947.

A batalha estava ganha e Lowry consegue finalmente ver publicado o livro que quis transformar numa "obra pioneira" e que acabou por ser "a autêntica história de um bêbado".

"O danado deste livro parece cem foguetes a rebentarem ao mesmo tempo", disse.

Mais de duas décadas volvidas sobre a morte de Lowry, e com o "Vulcão" já sedimentado num lugar destacadíssimo da história da literatura do século passado, John Houston realizou a versão cinematográfica do livro. E pediu ao escritor cubano Guillermo Cabrera Infante para fazer a adaptação de um livro que em 12 capítulos desfia um sem número de parábolas de todos os tempos. "Debaixo do Vulcão" chegou aos ecrãs em 1984: Albert Finney interpretou o Cônsul (consta que a primeira escolha terá sido Richard Burton, que recusou) e Jacqueline Bisset representou o papel de Yvonne Firmin. Houston estava já no final da sua carreira, mas não foi por isso que o público recebeu o filme com alguma indiferença. Para os leitores de Lowry, esta é uma história que apenas vive no papel.

Bibliografia consultada: "Pursued by Furies A Life of Malcol Lowry", de Gordon Bowker (St. Martin's Press) "Selected Letters of Malcolm Lowry", de Harvey Breit e Margerie Bonner Lowry (Lippincott Company) "The Collected Poetry of Malcolm Lowry", de Kathleen Scherf (UBC Press) "Vidas Breves", de Javier Marías (Quetzal) "Lunar Caustic", de Malcolm Lowry (introdução e tradução de Aníbal Fernandes)

extraído da edição online do Ipsilon http://ipsilon.publico.pt/

quarta-feira, dezembro 17, 2008

terça-feira, dezembro 09, 2008

sábado, setembro 06, 2008

segunda-feira, julho 21, 2008

quarta-feira, maio 14, 2008

domingo, março 16, 2008

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Até sempre



1950-2008

Si la muerte pisa mi huerto
¿quién firmará que he muerto
de muerte natural?

¿Quién lo voceará en mi pueblo?
¿quién pondrá un lazo negro
al entreabierto portal?

¿Quién será ese buen amigo
que morirá conmigo,
aunque sea un tanto así?

¿Quién mentirá un padrenuestro
y a rey muerto, rey puesto...
pensará para sí?

¿Quién cuidará de mi perro?
¿quién pagará mi entierro
y una cruz de metal?

¿Cuál de todos mis amores
ha de comprar las flores
para mi funeral?

¿Quién vaciará mis bolsillos?
¿quién liquidará mis deudas?
A saber...

¿Quién pondrá fin a mi diario
al caer
la última hoja en mi calendario?

¿Quién me hablará ente sollozos?
¿quién besará mis ojos
para darles la luz?

¿Quién rezará a mi memoria,
Dios lo tenga en su Gloria,
y brindará a mi salud?

¿Y quién hará pan de mi trigo?
¿quién se pondrá mi abrigo
el próximo diciembre?

¿Y quién será el nuevo dueño
de mi casa y mis sueños
y mi sillón de mimbre?

¿Quién me abrirá los cajones?
¿quién leerá mis canciones
con morboso placer?

¿Quién se acostará en mi cama,
se pondrá mi pijama
y mantendrá a mi mujer,

y me traerá un crisantemo
el primero de noviembre?
A saber...

¿Quién pondrá fin a mi diario
al caer
la última hoja en mi calendario?

Si la muerte pisa mi huerto
J.M. Serrat

domingo, janeiro 20, 2008

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Leo toujours




La mer en vous comme un cadeau
Et dans vos vagues enveloppée
Tandis que de vos doigts glacés
Vous m'inventez sur un seul mot
O Ma Frégate des hauts-fonds
Petite frangine du mal
Remettez-vous de la passion
Venez que je vous fasse mal
Je vous dirai des mots d'amour
Des mots de rien de tous les jours
Les mots du pire et du meilleur
Et puis des mots venus d'ailleurs
Je vous dirai que je t'aimais
Tu me diras que vous m'aimez
Vous me ferez ce que tu peux
Je vous dirai ce que tu veux
Je vous dirai ce que tu veux

Je vous aime d'amour

Si t'as seize ans et des poussières
A nous deux ça fait des années
Que je prépare ma galère
A te ramer à t'affoler
Voilà que tu cherches ton bien
Dans les vitrines de ma nuit
Achète-moi je ne vaux rien
Puisque l'amour n'a pas de prix
Comme une louve sous son loup
Quand je vous ferai des petits
Vous banderez vos yeux jaloux
Avec un loup de satin gris
Tout comme est gris le jour qui va
Petite sœur écoutez-moi
Comme un bateau entre mes doigts
Vous coulerez je vous le dois
Vous coulerez je vous le dois

Je vous aime d'amour

Si la mort avait ton regard
Je meurs ce soir sans regarder
Et te demanderai ma part
Au bord du vide et des baisers
L'amour ça ne meurt que la nuit
Alors habille-toi en moi
Avec un peu de rouge aussi
J'aurai ta mort entre mes bras
Lorsque vous me mettrez en croix
Dans votre forêt bien apprise
Et que je boirai tout en bas
La sève tant et tant promise
Je vous engouffrerai de sang
Pendant que vous serez charmée
Et je vous donnerai l'enfant
Que vous n'avez jamais été
Que vous n'avez jamais été

Je vous aime d'amour

quinta-feira, dezembro 27, 2007

segunda-feira, dezembro 03, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007

sexta-feira, outubro 12, 2007

domingo, junho 10, 2007

quinta-feira, abril 12, 2007

quarta-feira, março 07, 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Onde é que você estava no dia 24 de Abril de 2005

Las Médulas

En los últimos años del siglo II d. C., o inicios del siglo III, la mina de Las Médulas - como todas las minas de oro del Noroeste peninsular - dejó de explotarse. La explicación se encuentra en la estrecha relación que la explotación de las minas de oro tenía con el sistema monetario romano.

Augusto regularizó el sistema monetario de acuerdo a un patrón bimetalista, basado en las monedas de oro (el aúreo) y de plata (el denario). Esta reforma es un factor fundamental para entender la explotación de oro durante el Imperio Romano ya que su producción estuvo controlada por el Estado y orientada en gran medida a la acuñación de moneda. La relevancia del oro en la acuñación de moneda explica porqué las crisis monetarias del siglo III d.C. incidieron tan directamente en el final de la explotación de minas como Las Médulas. Desde entonces no se ha vuelto a extraer oro de ella.

Puesto que la minería antigua no fue reanudada nunca, los vestigios de la minería romana en Las Médulas quedaron envueltos en un halo de misterio y leyenda, fruto del desconocimiento de unas realidades cuya memoria histórica había caído en un profundo olvido.

Uno de los principales representantes de la evolución posterior de la zona es el Castillo de Cornatel, asentado en una elevada montaña en la antigua carretera de Ourense. Fue un punto fortificado esencial para la comarca; su historia se vincula a importantes miembros de la nobleza leonesa y, posteriormente, a la Orden del Temple. Testigo de la importancia de los monasterios en esta área es el vecino monasterio cisterciense de Santa María de Carracedo, clave en la obra de Gil y Carrasco y restaurado recientemente por la Diputación provincial.


(retirado de http://www.fundacionlasmedulas.org com a devida vénia)


LAS FORMAS DE EXPLOTACIÓN

Primitivamente los aluviones de Las Médulas formaron un cerro en el extremo occidental de la Aquiana, del que hoy quedan montículos y conos gigantescos que no llegaron a ser arrastrados. Los ingenieros romanos idearon y pusieron en práctica para su desmenuzamiento el sistema que Plinio llama "ruina montium".

Consiste el procedimiento en cortar y derribar, separando del resto, las masas de terreno aluvial en las que se encuentra el oro para ser arrastradas después hacia los canales de lavado.

Para su realización se procedía en primer lugar a excavar pozos y galerías subterráneas en lugares adecuados, en los conglomerados de arcillas y guijarros, entibando con maderas para impedir su prematuro desplome.

Sin duda fueron estos los trabajos más penosos de todo el procedimiento de extracción, por las dificultades y peligros que entrañaban dados los medios de la época. Siguiendo a Plinio encontramos una alusión a ellos:

"...hechas cuevas por largos espacios, cavan los montes con luces de candiles, y ellas mismas son la medida del trabajo y vigilias, y en muchos casos no se ve el día. A esta manera de sacar el oro se le llama "arrugias", y súbitamente se suelen hundir los quiebros que se hienden en su emplante, y cubren súbitamente los trabajadores, dejándolos allí sepultados, de suerte que ya parece mucho menos temerario buscar en lo profundo del mar las perlas: tanto más peligroso hemos hecho las tierras".

Hechas las galerías correspondientes, se dejaba entrar en ellas el agua, lo que producía fuertes erosiones que provocaban el derrumbamiento. De nuevo Plinio lo narra así:

"...las cabezas de los arcos se abren y hienden y dan señal de ruina. Y sólo la conoce aquel que es vigilante en la altura del monte. Éste, con la voz y golpes, manda a los obreros que de presto se aparten.".

"...quebranto el monte cae por sí mismo, con tan grande estruendo y viento que no puede ser concebido por la mente humana..."

La segunda fase del trabajo consistía en el arrastre de las tierras derrumbadas hacia los lugares del lavado donde las pepitas de oro, más pesadas, eran retenidas en el fondo por múltiples e ingeniosos medios, continuando el resto de las tierras, convertidas en barro y lodo, hasta desaguar en el Sil.

Los grandes cantos que aparecían en el derrumbe del monte oponían dificultades a su arrastre por el agua, siendo necesario retirarlos a mano y apilarlos en montículos que aún hoy pueden observarse. Los guijos y arenas arrastrados por el agua, ofrecían sin embargo las dificultades de su depósito. Pero también fueron salvadas por el ingenio romano.

Don Manuel Gómez Moreno en su obra "Catálogo Monumental de España. Provincia de León", explica así cómo se solucionó el problema de las arenas.

"Éstas, con su masa de millones de metros, eran dificultad harto grave; pero se salvó a la romana, trasladando a un valle el monte deshecho, con lo que varió aún más la topografía de aquellos sitios. En efecto: al norte de Las Médulas dilatábase amplia cañada, profundizándose y angostándose más y más hasta desaguar en el Sil por una garganta como de 20 metros de anchura, bordeada por tajos calizos, donde está el caserío de Peñarrubia. Fácil era echarlo todo por allí, si las arenas, yendo río abajo en cantidades tan enromes, no hubieran suscitado peligros irremediables para el suelo; pero se conjuró en la forma siguiente: la desembocadrua del valle fue cerrada con un dique, tal vez de fagina o de piedras en seco, no dejando pasar al río sino agua y fango; las arenas quedaban detenidas, y fueron poco a poco rellenando la garganta, y constituyendo a su vez un nuevo y enorme dique al pie del vertedero, que impedía correr las agua pluviales, derramadas en lo alto del valle, así como una parte de las que bajaban de la explotación, y se formó un embalse, un pantano, que aún dura, y el el lago de Carucedo, antes llamado de Borrenes, cuya extensión varía mucho en proporción de las lluvias y de las estaciones, puesto que ningún manantial recibe."

El desagüe a que se refiere Gómez Moreno no fue único, aunque sí el más importante. También llegaron las agua a Carucedo a través del arroyo Valderío, y en las primeras épocas de la explotación desaguaron directamente al río Sil.

(retirado de http://perso.wanadoo.es/emmcr/index.htm com a devida vénia)

Barack Obama



Barack Obama, U.S. Senator

* Born: 4 August 1961
* Birthplace: Honolulu, Hawaii
* Best Known As: U.S. Senator from Illinois, 2005-present

Barack Obama is a U.S. senator from Illinois and a Democratic candidate for president in the elections of 2008. Obama has spoken often of his multicultural background: his father was from Kenya, his mother from Kansas, and they met at the University of Hawaii. After his parents divorced and his father returned to Africa, Obama stayed with his mother and was raised in Indonesia and Hawaii. He earned an undergraduate degree from Columbia University in 1983 and a law degree from Harvard in 1991. He then joined the Chicago law firm of Miner, Barnhill & Galland, which specialized in civil rights legislation. He also lectured at the University of Chicago. He was elected to the Illinois Senate in 1996, and then to the U.S. Senate in 2004, beating Republican candidate Alan Keyes. Obama shot to national fame after delivering the keynote speech in support of John Kerry at the 2004 Democratic national convention. The speech established Obama as a rising star in the party. Obama announced in February of 2007 that he would be a Democratic candidate for president in 2008. He published the personal memoir Dreams from My Father in 1995, and published a second book, The Audacity of Hope, in 2006. The title of the latter book was also the title of his 2004 keynote speech.

Obama married the former Michelle Robinson in 1992. They have two daughters: Malia (b. 1999) and Sasha (b. 2001)... Obama's father, Barack Obama Sr., was black; his mother, Ann Dunham, was white... Obama attended Occidental College in Los Angeles before completing his undergraduate degree at Columbia... Obama's Senate and campaign websites describe him as "the first African American president of the Harvard Law Review" and "the third African American since Reconstruction to be elected to the U.S. Senate." The previous African-American senators elected by popular vote were Edward Brooke (1967-79, from Massachusetts) and Carol Moseley-Braun (1993-99, from Illinois). Two other African-Americans were chosen by state senates to become U.S. Senators: Hiram Revels (1870-71, from Mississippi) and Blanche Bruce (1875-81, also from Mississippi).

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Bambino

1943-1999

Su nombre auténtico era Miguel Vargas Jiménez, pero siempre será recordado como Bambino, un apodo artístico que le fue impuesto por el público el mismo día de su presentación. Era el año 1961 cuando el joven cantante abandonó la peluquería en la que trabajaba y comenzó a actuar en la Venta Real de Antequera. Allí cantaba una versión gitana y flamenca del Bambino que había popularizado el inefable Renato Carosone, y el éxito de aquella interpretación, que cada noche tenía que repetir varias veces, marcó para siempre su trayectoria artística. En aquel mismo instante, Miguel pasaría a ser una persona anónima, y Bambino comenzaría a conocer las mieles del éxito. Pero no tuvo una carrera fácil, nunca fue un artista de multitudes, entre otras cosas porque él se crecía como artista en los pequeños tablaos, lugares con duende y s9lera en los que podía sentir el calor de un público entregado a su original arte. Bambino se adelantó a su tiempo. Tal vez el país, que despertaba a los ritmos yé-yé, no estaba preparado para escuchar aquellas desgarradas canciones de amores canallas, como tampoco admitió en su momento los discos de La Lupe, aunque cantase a Augusto Algueró. La de Bambino es una obra incomprendida que hoy, más vale tarde que nunca, está siendo reivindicada por la nueva generación de músicos. El mismísimo Enrique Bunbury, ha confesado en más de una ocasión su admiración por el cantante sevillano.
Bambino nació en Utrera, provincia de Sevilla, el 12 de febrero de 1943, y murió en su ciudad natal cuando todavía no había cumplido los 57 años. El 5 de mayo de 1999 se apagaba, tras una dura y larga lucha contra una enfermedad que le había dejado prácticamente mudo, la vida de un gitano que rompió normas y llevó la copla hacía la exageración, hacia el drama más desolado. Eran canciones de amores oscuros y prohibidos que brillaban en su voz trasnochada. Un artista que tenía el don de transcribir cualquier melodía a ritmo flamenco, da igual que fuese un bolero (Adoro), una copla (Mi amigo) o la más tierna canción de desamor firmada por el mismísimo Manuel Alegrando (Procuro olvidarte). Fue un precursor en la fusión del flamenco, pero además con el encanto de que ese mestizaje salía de su garganta de una manera espointánea, absolutamente natural. De ahí que hoy sus grabaciones mantenga viva toda la fuerza y magia con que fueron concebidas en su momento.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Triplov

http://triplov.com/map/

Nana Mouskouri

Chihuahan desert

Daybreak in the Desert
Photograph by Jack W. Dykinga

A wind-twisted piñon clings to its niche in Mexico's Sierra del Carmen, a survivor's posture in a desert revealed at daybreak in all its weathered glory.

National Geographic Magazine, February 2007

Veneza

Four hundred bridges cross the labyrinth of canals that form the 120 islands of Venice, situated in a saltwater lagoon between the mouths of the Po and Piave rivers in northeast Italy. All traffic in the city moves by boat. Venice is connected to the mainland, 4 kilometers (2.5 miles) away, by ferries as well as a causeway for road and rail traffic. The Grand Canal winds through the city for about 3 kilometers (about 2 miles), dividing it into two nearly equal sections. According to tradition, Venice was founded in 452, when the inhabitants of Aquileia, Padua, and several other northern Italian cities took refuge on the islands of the lagoon from the Teutonic tribes invading Italy at that time. The simulated natural color ASTER image covers an area of 39 x 35 km, was acquired December 9, 2001, and is located at 41.9 degrees north latitude and 12.5 degrees east longitude.

Please give credit for these images to:
NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS,
and U.S./Japan ASTER Science Team

Mosquito coast

As it makes its way to the Caribbean Sea, the Coco River forms the border between NicaraguaHonduras. The coastline is of low relief, and has plentiful water bodies, relic shorelines, and high temperatures. The Mosquito Coast is so called from its principal inhabitants, the Miskito Indians, whose name was corrupted into Mosquito by European settlers. The Mosquito Indians, of whom there are several tribes, are short of stature and very dark-skinned. The first European settlement in the Mosquito country started in 1630, when the agents of the English chartered Providence Company occupied two small cays and established friendly relations with the local inhabitants. The ASTER simulated natural color image covers an area of 28.6 x 39.1 km, was acquired on December 5 2002, and is centered near 15 degrees north latitude, 83.3 degrees west longitude.

Please give credit for these images to:
NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS,
and U.S./Japan ASTER Science Team

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Natureza viva

Chinchon





Another Boot in the Wall

Roy Orbinson

Ali Farka Touré


1939-2006
Pioneiro de uma linguagem nascida dos blues, em diálogo com heranças profundas das músicas do Mali, Ali Farka Touré foi um dos primeiros músicos de latitudes e longitudes exteriores aos eixos convencionais do mundo pop/rock com quem Ry Cooder trabalhou. O músico, de 67 anos, morreu no domingo, de "doença prolongada", na sua casa, no Mali.

Ali Farka Touré não será contudo apenas lembrado como músico. Os tuaregues do norte do Mali recordá-lo-ão sempre como um dos que mais activamente lutaram pela paz durante a rebelião que protagonizaram nos anos 90. Eleito Presidente da Câmara da sua cidade natal, Niafunke (nas margens do Níger), deu também sinais de fuga ao livro de estilo habitual nos políticos.

Com discos lançados internacionalmente desde os anos 80, só em 1994 a sua música mereceu transversal e unânime reconhecimento. Talking Timbuktu afirmou-se como registo de referência no panorama da world music. Esse álbum, assinado em parceria com Ry Cooder, valeu-lhe um Grammy, prémio que repetiu no ano passado, com In The Heart Of The Moon, de parceria com outro nome famoso da música do Mali: Toumani Diabate.

Touré partilhava com outros músicos, entre os quais John Lee Hooker, um gosto por vozes profundas e ritmos mid-tempo, tocando frequentemente com acompanhamentos discretos e reduzidos ao essencial. Contudo, e apesar das marcas evidentes de linguagens "rotuladas" como bluesy na sua música, defendeu sempre que tinha raízes em tradições musicais do Norte do Mali, mais que de ecos colhidos nos Estados Unidos. Espantosamente, Ali Farka Touré era mais conhecido no estrangeiro do que no Mali...

O último 'blues' de Ali Farka Touré
Nuno Galopim
Diário de Notícias Terça, 7 de Março de 2006

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Blogs Amigos do Ambiente

Este mês resolvi que a imagem de capa do site do COMM seria um dos lugres do bacalhau (consequência da recente visita ao museu de Ílhavo?) tendo a escolha recaído sobre o Gazela Primeiro. Fiz bem por várias razões:
  1. nunca é de mais divulgar e homenagear a epopeia dos nossos pescadores nos mares da Terra Nova
  2. quando investigava na net sobre o assunto deparei com um conjunto de blogs dedicados ao mar e à vela de excelente qualidade.
  3. já estão disponíveis na zona dos links mas aproveito para os destacar aqui:
    1. ATLÂNTICO AZUL - PAIXÃO PELO MAR
    2. MAR ADENTRO Ventosga

quarta-feira, novembro 29, 2006

Vinicius de Moraes

1913-1980

Clarice Lispector

1920-1977

Constatações

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


www.releituras.com

sexta-feira, novembro 03, 2006









segunda-feira, outubro 30, 2006

sexta-feira, outubro 06, 2006

Aguaviva

Manolo Díaz (compositor y productor)

José Antonio Muñoz (recitados)

Juan Carlos Ramírez (voz y guitarra)

José María Jiménez (voz y guitarra)

Rosa Sanz (voz)

Luís Gómez Escobar (voz)

Julio Seijas (guitarra)


Discografía:

1970 Cada vez más cerca

1971 Apocalipsis

1971 12 who sing the revolution

1971 Cosmonauta

1972 La casa de San Jamás

1975 Poetas andaluces de ahora

1977 No hay derecho

1979 La invasión de los bárbaros


http://www.salmorejo.com/recuerdos/aguaviva2/index.htm

sexta-feira, agosto 04, 2006

terça-feira, julho 18, 2006

Adio Sergio

Sergio Endrigo
1933-2005

terça-feira, julho 04, 2006

quinta-feira, junho 01, 2006

Histórias trágico marítimas - Laconia (1942)

Laconia

The Laconia was the second Cunard liner to bear that name, the first having been sunk during World War One. A sister ship of Scythia and Samaria, this second Laconia, was built by Swan, Hunter & Wigham Richardson. She was launched in April 1921. Her maiden voyage on 25 May 1922 was from Southampton to New York, but she was then placed on the Liverpool-Boston-New York route with Samaria. From June to November 1923, Laconia served the Hamburg-New York route and once the 1930's arrived she was frequently used for cruising, as were many other liners.

Laconia was converted into an armed merchant cruiser in 1939, and then into a troopship in 1941. On September 12, 1942, she was torpedoed and sunk by U156, about 360 miles (575 km) north of Ascension. In all, out of 3,200 or more who were on board, less than 1000 survived.

As a result of the Laconia Incident, Doenitz ordered that no further rescues should be attempted by German U-boats. At Nuremberg, he was acquitted on a charge that the "Laconia order" was a war crime.